quarta-feira, 10 de maio de 2017

Afeto selado


Afeto selado: amor e carinho num pedaço de papel
Cartinhas recebidas por idosos tornam seus dias mais felizes

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No Lar dos Velhinhos de Campinas o que não falta é amor e carinho. E para complementar ainda mais as belas atitudes que tornam a vida dos idosos mais leve e feliz, o Projeto Afeto Selado é desenvolvido há dois anos e promove a interação dos idosos com pessoas da comunidade.

Todos os meses, cartinhas são recebidas e entregues aos idosos. Nivete Nogueira de Sá, voluntária no Lar dos Velhinhos, contribui com a leitura e resposta das cartas, diz ter uma satisfação imensa em poder dialogar com os idosos. “Consigo interagir com todos, fico conhecendo detalhes íntimos, familiares e ainda objetivos para o futuro. Meu esposo iniciou no Lar há muitos anos atrás como presidente e eu o acompanhava sempre, aquilo me deu uma vontade de me doar. Quando ele faleceu em 2007 me comprometi a continuar fazendo o melhor que pudesse”, comenta.

Para Renée Zeidan e Liliane Borges, psicólogas da LVC, ações como esta promovem bem-estar ao idoso.  O projeto propicia além da troca de experiências, a partilha de  informações culturais, eventos do cotidiano e sentimentos. “Participando do projeto, o idoso se sente valorizado e motivado a manter-se ativo”, complementam.

O projeto Afeto Selado atende atualmente 34 idosos e tem por objetivo que todos os residentes possam se beneficiar com a troca de cartas. “A correspondência propicia o partilhar do dia a dia, suas atividades, alegrias e até tristezas e o idoso aguarda com expectativa para saber das experiências de seu novo amigo. Ao quebrar esse laço, o idoso além de sentir falta desse contato, fica curioso para saber como o outro está e com saudades em contar sobre si também. Parece um projeto simples para quem está do lado de fora, mas para os idosos faz toda a diferença. É como receber a visita de um amigo distante e ter a atenção e carinho que muitas vezes não recebiam há muito tempo”, concluem as psicólogas.

Para participar do Afeto Selado, basta entrar em contato direto com o Lar dos Velhinhos de Campinas para obter as informações necessárias para o envio das cartas pelo telefone (19) 3743-4300  ramal 4316 ou e-mail secretariacg@lvc.org.br

Lar dos Velhinhos
Promover o envelhecimento saudável e exercer o cumprimento dos direitos na integridade social do Idoso. É esse o Trabalho que o LVC há 112 anos vem desenvolvendo e divulgando. Endereço: Rua Irmã Maria Santa Paula Terrier, 300, Vila Proost de Souza, Campinas  CEP:13033-755. Telefones: (19) 3743-4300

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Ordens e Desordens na Campinas Decor 2017




Campinas Decor já é tradição para os campineiros. E o ano de 2017 traz a 22ª mostra que está imperdível, o imóvel da década de 1950 é um casarão em estilo alemão numa área total de 4 mil metros quadrados, que se encontra na Av. Almeida Garret, 1591, no Parque Taquaral.


Passamos para conferir e adoramos. A grande novidade desta edição são os contêineres, com diversos cenários. Mas tem lançamentos muito interessantes como a parede de musgos, o quarto de fórmula 1...

O contêiner que mais gostamos foi o pavilhão de "Boas Vindas", logo na entrada e o ambiente "Home Cinema" nos representa (sem sombra de dúvida).


São 45 ambientes internos e externos, reserve um período inteiro porque tem muita ideia bacana. Vamos dar uma colher de chá pra você e apresentar algumas fotos! Divirta-se! A gente se divertiu...


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Terraço Celebration. Pergunta se dá vontade de sair desse lugar?


PAVILHAO DE BOAS VINDAS 01.jpg
*Boas Vindas e seu teto maravilhoso!







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*Esse é Home Cinema! Se olhar direitinho vai ver a Pipoqueira show.

Sonho de home




Olha ela aí… A parede de musgos no ambiente Living




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Eu quero um desses em casa!




Fernanda pintando Saturno no ambiente Design Thinking




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Hall de Entrada




Espaço Self




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Varanda Gourmet



Essa foi nossa primeira visita ao Campinas Decor 2017, na próxima as famílias irão também!



Abraços,


Andréa Cristina Figueira e Fernanda M Carracedo


Serviço
Campinas Decor 2017
Quando: de 5 de maio a 18 de junho
Onde: Avenida Almeida Garret, 1.591, Parque Taquaral, Campinas, SP
Horários: de terça a sexta-feira, das 14h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 12h30 às 22h (bilheteria fecha às 21h)
Valor dos ingressos: R$ 35,00; estudantes e idosos pagam R$ 17,50 e crianças de até 12 anos não pagam
Passaporte Campinas Decor: R$ 70,00, com visitas ilimitadas
Serviços disponíveis: Bistrô e Café, Boteco Decor e estacionamento com manobrista
Telefone para informações: (19) 3255-7744

*Fotos Oficiais:  Leandro Farchi

terça-feira, 25 de abril de 2017

Uma linda mulher de 30 anos


Naquele dia primaveril, Vera perfumou-se, apertou os lábios distribuindo o batom e ajeitou seu ralo cabelo diante do espelho. Respirou fundo, empinou a coluna, seus seios vieram para cima, alisou o vestido e deu-se por satisfeita.

Olhou a sala arrumada, decorada com seus móveis antigos, pegou a bolsa, a chave e saiu em direção à área de serviço. Um arrepio percorre sua espinha quando encontra o moço do 9º andar no elevador. Em um impulso lascivo vê-se atracada ao corpo moreno num beijo desesperado, pura imaginação; cumprimentam-se apenas com um aceno de cabeças.

Saiu desfilando pela calçada, sentindo a primavera dentro dela, seu próximo destino era a Casa de Repouso Flor de Lótus, onde Vera voluntariava às quartas-feiras. Lia às escondidas histórias eróticas para a turma das senhoras de 80 anos “vivíssimas da Silva”, que adoravam as incursões a esse mundo esquecido. Vera ficava satisfeita em oferecer momentos divertidos àquelas mulheres que a ouviam com devoção.

Dom, Aniversário, Velas, Festival, Natal

Coincidentemente, nesta quarta-feira era seu aniversário e no lanche da tarde do asilo uma surpresa a esperava, um bolo cheio de glacê com uma vela gasta de 72 anos, utilizada em tantos outros aniversários. Sorrateiramente aproximou-se do bolo e arrancou a vela. Dona Matilde, interna de 82 anos, viúva e mal-encarada, critica:

- Deixe a vela, nós sabemos a sua idade.

Vera lhe dá um sorrisinho amarelo e puxa o parabéns. Num coro descompassado ninguém percebe a falta da vela, as senhorinhas queriam mesmo era comer o bolo. A tarde termina bem animada, ela estava feliz, guardou os mimos que tinha recebido numa sacola, despediu-se e voltou desfilando pela mesma calçada.

Já em casa, atende o telefonema da única filha que vive no exterior, conta a ela a história da vela, a filha ri e pergunta porque tirou a vela do bolo. Vera responde:

- Eu não tinha percebido que fiz mais de 70 anos, quando me olho no espelho, vejo uma linda mulher de 30 anos!


Fernanda Menezes Carracedo

quarta-feira, 8 de março de 2017

Nossa...




Nossa
Ciência irracional,
Paradoxo apaixonante.
Nosso ponto de partida.
Nosso momento eternizado,
Nossa sorte, nossa vida.
Nossa miséria e riqueza,
Recompensa na incerteza.
Nossa razão, nosso motivo.
Nosso foco, objetivo.
Nossa melhor parte.
Nosso colo.
Nossa senhora, nossa vassala
Tempestade e calmaria
Ao mesmo tempo...
Nosso mergulho inconsciente
Nossa busca inconsistente
De nós mesmos realizados
Na sua admiração.
Nossa...
Na verdade,
Nós é que somos seus.
Parabéns, Mulheres!
8 de Março de 2017.

Bruno Figueira
Engenheiro de telecom por profissão, cervejeiro e designer gráfico por hobby, poeta por ocasião. Pai da Gabriela e do Gustavo, marido da Andréa Blogueira


Mulher Plural





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Foto: Carolina Menezes

Mulher é mesmo dobrável, cabe dentro do parceiro, do salto, do botox, da saia justa, da função de ter e criar filhos.

Mulher é mesmo multitarefa, faz jornada dupla, tripla às vezes. O seu vestido? Ela escolhe, compra, usa, lava, passa, guarda e ainda ilumina a festa vestida nele.

Mulher é mesmo durável, assume riscos, segura as pontas, disfarça as dores, os amores, desencantos, luta pelos direitos, pelo respeito, pelo afeto, pelo feto.

Mulher é mesmo bem-acabada, perfeita nos retoques, aprimora detalhes, entalhes. Rejunta as manchas do rosto e com rímel e delineador faz arte, faz parte.

Mulher é mesmo mutável, sangra, chora, pari, dá leite, ama, desmama, dá “piti”, sorri, incha, desincha, relincha, às vezes até mostra os dentes.

É mesmo superlativa, MULHERÃO!


Não seria tantas coisas se não fosse mulher. 


Fernanda M. Carracedo, Mulherão!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

"DESTRALHE-SE"



Aproveite a Primavera para arrumar a casa! Limpe armários, depósitos, maleiros, despensa… tire de casa o que não serve pra você!

Se precisar de ajuda, sou muito boa nisso! Leia abaixo algumas consequências do acúmulo de tralhas.


"- Bom dia, como tá a alegria"? Diz dona Francisca, minha faxineira rezadeira, que acaba de chegar.
"- Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu te dar um abraço que preste!" e ela me apertou. Na matemática de dona Francisca, "quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar".

Falando nisso, "vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada".

Já ouviu falar em toxinas da casa?  Pois são:
- objetos que você não usa,
- roupas que você não gosta ou não usa há um ano,
- coisas feias,
- coisas quebradas, lascadas ou rachadas,
- velhas cartas, bilhetes,
- plantas mortas ou doentes,
- recibos/jornais/revistas, antigos,
- remédios vencidos,
- meias velhas, furadas,
- sapatos estragados...

Ufa, que peso! "O que está fora está dentro e isso afeta a saúde", aprendi com dona Francisca. "Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa!", ela diz, enquanto me ajuda a 'destralhar', ou liberar as tralhas da casa...O 'destralhamento' é a forma mais rápidas de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias. Com o destralhamento:
- A saúde melhora;
- A criatividade cresce;
- Os relacionamentos se aprimoram...

É  comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois "existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos". Outros possíveis efeitos do "acúmulo e da bagunça":
- sentir-se desorganizado;
- fracassado;
- limitado;
- aumento de peso;
- apegado ao passado...

No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga; Na entrada, restringem o fluxo da vida; Empilhadas no chão, nos puxam para baixo; Acima de nós, são dores de cabeça; "Sob a cama, poluem o sono". "Oito horas, para trabalhar; Oito horas, para descansar; Oito horas, para se cuidar."
Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se:
- Por que estou guardando isso?
- Será que tem a ver comigo hoje?
- O que vou sentir ao liberar isto? ...e vá fazendo pilhas separadas...
- Para doar!
- Para jogar fora!

Para destralhar mais:
- livre-se de barulhos,
- das luzes fortes,
- das cores berrantes,
- dos odores químicos,
- dos revestimentos sintéticos...

e também...
- libere mágoas,
- pare de fumar,
- diminua o uso da carne,
- termine projetos inacabados.

"Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará.. Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá",  Arremata o mestre Jesus, no evangelho de Tomé.

"Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente", diz a sabedoria oriental. O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente.
por Carlos Solano
http://carlossolano.com.br/
 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Você é uma "mãe ladra"?



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Fotógrafa: Carolina Menezes
Uma hipotética “mãe ladra” desabafou isso em sua timeline e caiu como uma luva pra mim, veja se essa luva serve pra você:

Sempre temi em ser uma "mãe ladra". Temi logo que começaram a andar. Temia roubar-lhes as pequenas quedinhas diárias, aquelas que caem com o bumbum no chão. Quedinhas que os fazem aprender a cair e levantar sozinhos.

Temi ser "mãe ladra" quando entraram na idade escolar. Temia roubar-lhes a capacidade de se socializarem. Várias vezes olhava de longe no portão da escola e quando os via sozinhos, tinha imensa vontade de pedir aos amiguinhos que se aproximassem. Mas como podia eu, tolher a possibilidade de que aprendessem como é viver em sociedade?

E nas festas escolares, pensava eu - como "mãe ladra": - minha filha deveria ser a noivinha. Mas quando olhava para minha pequena perdida na multidão de caipirinhas iguais, percebia a felicidade dela de não estar em destaque.

E no futebol? A "mãe ladra" ia para ver o artilheiro! E lá estava ele feliz no gol. Como podia eu roubar o sonho do menino ser um Rogério Ceni?

Adolescentes que se tornaram: já não querem mais minha companhia. No início Tive vontade de "roubar" esta separação necessária que ocorre nesta fase. Vontade de vendar-lhes os olhos ao mundo e que pudessem ver somente a nós. Tirar-lhes a independência e a autonomia, pra ficarem na barra da minha saia. Tive vontade de que não amadurecessem pra que minha importância permanecesse. Mas como podia eu roubar anos tão importantes, anos tão significativos na passagem pra vida adulta? Como?

E assim, tenho vivido entre este conflito: dar-lhes ou ser a "mãe ladra" e roubar-lhes?
(por Roberta Crisppi)

Sempre ouvi e acatei como verdade que criamos os filhos para o mundo, fácil jogar essa frase ao vento quando eles são crianças, minha filha já está na pré-adolescência e aos poucos sinto que ela está “escorregando” das minhas mãos! Dá um frio na barriga…

Ainda temos conversas (pessoais, não por whatsapp) e ela me conta muita coisa, mas sei que tem outras muitas coisas que já não me conta.

Outro dia fiquei indignada, eu estava em São Paulo e ela ia dormir na casa de uma amiga em Campinas, preocupada e “roubando-lhe” a responsabilidade de arrumar sua bagagem, mandei a seguinte mensagem pra ela:

Whats Luisa.jpg

S… SIM, nossa comunicação está bem resumida! rsrs
PS: Ela esqueceu de pegar o pijama e a escova de dentes.

Haja desprendimento e doação, cara amiga Roberta!


Fernanda M Carracedo