terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Brincadeiras que mudam o curso de uma história


Eu, Andréa, conheci o Bruno quando tinha 16 para 17 anos. Nessa época eu era a namorada do melhor amigo do meu futuro marido...

A véspera da formatura do Bruno foi marcada pelo fim do meu namoro com o amigo e início de uma nova era em minha vida.

Naquela época era muito comum as meninas fazerem
cadernos de perguntas (Quantos anos você tem? Qual a qualidade que mais admira nas mulheres/homens?) que rodavam por todos os amigos, mas principalmente deveria passar pelas mãos dos meninos mais interessantes. No geral a última página dizia assim: Deixe uma pergunta para mim. E num desses cadernos a última pergunta foi: Qualquer dia você me conta uma coisa que nunca contou para ninguém mas sempre teve vontade de contar?


Deixemos essa pergunta no ar e voltemos no tempo:
1º de Janeiro de 1993, virada de ano, me encontrei com o Bruno e depois de horas de conversa, aquele carinha que eu encarava me perguntou: Não vai me responder a pergunta do caderno?

Sim, foi o Bruno que deixou essa pergunta, e eu enrolei, mudei de assunto e acabei confidenciando que estava interessada nele, mas não tinha contado a ninguém porque tinha namorado. Silêncio absoluto, olhos nos olhos e ele disse que estava a fim de mim. É, eu me apaixonei pelo melhor amigo do meu namorado, coisas da vida.

O beijo acabou acontecendo e foi bom demais, daqueles que os sinos tocam, brilhos surgem... paixão de adolescente. No dia seguinte ainda sentia dor na boca de tanto que nos beijamos.

12 dias depois estávamos namorando, 7 anos depois estávamos noivos, mais meio ano estávamos morando juntos. Depois veio a Gabriela e o Gustavo, o melhor que fizemos nesta vida! E assim estamos juntos há 22 anos!
Somos considerados por muitos como o exemplo de casal perfeito. Fruto de uma união sólida e até certo ponto invejada.

O que muitos não sabem é que somos de carne e osso, e no percurso desses 22 anos muitas ordens e desordens ocorreram. Vários conflitos, problemas, lágrimas e também muita vontade de ficarmos juntos, de superarmos os problemas. Ora o Bruno cedeu, ora eu.

Gosto do casal que formamos. No ano passado ao atingirmos a maioridade do nosso relacionamento, 21 anos juntos, resolvemos mudar umas coisas e amadurecemos demais.


O que começou numa simples brincadeira de adolescente se transformou em amor de verdade...
Não sou a menina que o Bruno conheceu aos 17 anos. Sou uma quase quarentona, de alma jovem e coração bom, de respostas mais rápidas que pensamento. Sagaz em várias coisas, devagar em tantas outras. Em busca de respostas e de uma vida leve e feliz ao lado de quem amo!

Andréa Cristina Figueira


08/02/2015

8 comentários:

  1. Isso está bom mesmo, hein?! Sabia que ia dar em coisa boa... Parabéns Déia e Fer... Voltarei sempre para me deliciar com os textos de vocês!

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  2. Adorei o texto,o tema do blog e com certeza serei uma leitora assídua,parabéns e sorte.

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    1. Fico feliz, Ori! Tem novos textos saindo do forno.
      Bjs,
      Deinha (Crua)

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  3. Tá díliça gente! Espíritos felizes, amados, amantes. Sou fã. Tem carteirinha? Bjs e bjs.

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    1. Hahaha, obrigada Katia. As carteirinhas serão providenciadas em breve. Bjs,
      Deinha

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  4. Parabéns ao casal. O amor é um presente, uma dádiva.

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