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quinta-feira, 2 de julho de 2015

O Click de Alexandra




Alexandra tinha 49 anos, faltavam 05 meses para seu aniversário de 50. Os amigos do trabalho toda hora perguntavam: “- E a festa Alexandra como vai ser?”. Outros diziam: “ – Tem que comemorar com um festão a data”.

Alexandra, ouvia, esboçava um leve sorriso e pensava:  “é até que  seria bom, afinal nem festa de 15 anos eu tive”, mas aí, logo em seguida, pensava em todos os gastos extras, no marido sempre tão indiferente,  e sua  vontade já morria nesses pensamentos.

Ela vivia como muitas mulheres vivem nessa fase da vida: as rotinas da casa, as rotinas do trabalho e algumas idas ao Shopping com Aninha, sua melhor amiga desde os tempos do colégio.

terça-feira, 30 de junho de 2015

A certeza de que é amor




Eu nunca achei que casamento fosse algo ruim. Enquanto a maioria dos meus amigos dizia que queria se casar mais tarde, depois dos trinta, eu me amarrei logo aos vinte e três. Casei na intenção de cumprir o "até que a morte nos separe", e sempre fui contra o divórcio. Achava (e continuo achando) que muitos casais terminam seus casamentos por simples falta de perseverança. O que eu não imaginava é que minha perseverança não me seria muito útil para manter o meu.


Para encurtar uma história que está aqui apenas de passagem, depois de onze anos estava divorciado, sem filhos. Alguns erros ao longo do caminho acabaram causando a morte prematura do amor. E não tenho medo de dizer aqui que amor morre sim, se você deixar. Como tudo em nossas vidas, as versões terrenas dos atributos de Deus são todas perecíveis, e dependem de nosso cuidado constante para sobreviver. O amor divino é perfeito e infinito, mas o nosso não.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Quando nos tornamos pais de uma criança com deficiência



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Madrugada de sábado pra domingo, 3 de julho de 99, a bolsa rompe, parto natural sem intercorrências, nasce Danilo. Começa nossa história. Roxinho, pouco choroso, prematuro, porém com olhar sereno e semblante forte! O pai olhava…, a mãe sonhava.
Os dias passavam e Danilo continuava sereno e sem avidez pelo leite. No quarto dia, dourado de icterícia, interna na UTI, onde ficaria por 40 longos dias. O pai, pelo convívio com a arte de Hipócrates, já percebe a missão que lhe espera. A mãe, misto de assustada e otimista, aprende a conviver com a incerteza. Passam os dias, as semanas e os meses. Danilo dorme mal, come mal, se movimenta mal, escuta mal.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Filho doente: desordem na casa!


TôDodói.jpg



Filho doente é mais uma daquelas situações que causam desordem no
casamento.


Em primeiro lugar é preciso que o casal esteja de acordo quanto ao tipo de
tratamento que darão à criança: alopatia, homeopatia, medicina chinesa, um
misto de tudo isso.


O segundo passo é ter um pediatra que vocês confiem. É aquela pessoa que você não tem receio nenhum de consultar, que retornará suas ligações e vai te orientar com precisão. Se você ainda não tem um médico da família, muitas vezes é difícil achar esse profissional. Com meu primeiro filho, foi bem estressante, passei por cinco pediatras diferentes até encontrar a que nos atende hoje e cuida da minha filha desde que nasceu.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Entre golfinhos, Toy Story e papinhas.



Sua TV só passa desenho infantil?


Você não sabe mais o que é comer um prato quente de comida? Seu horário de almoço é às 11:00?


Quando viaja você carrega mais papinhas, sucos e biscoitos do que suas roupas?


Bem-vinda ao clube!


Aliás, toda vez que saimos de casa parece uma viagem.


Ah, e tem também o kit de primeiros socorros. Se você nunca foi do tipo
hipocondríaca, agora está familiarizada com todos os antibióticos, antitérmicos, antialérgicos, antiinflamatórios e conhece os princípios ativos e suas funções.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Segredo: usar a gentileza como forma de pedir desculpas!






Antes de falar da gentileza no casamento, deixo bem claro que sou “das antigas”.  O que é isto? Significa que acredito na instituição do casamento como um aprendizado, onde devemos ficar juntos até que a morte nos separe.


Apesar de fazer em novembro 20 anos de casada, minha vida matrimonial tem sonhos, diálogo, afeto, religião, companheirismo, paixão, amor, sexo (hummmmm, mas ultimamente quando as crianças estão dormindo apenas), diferenças, brigas,  discussão, sim, elas também fazem parte.


Tudo que disse é dentro do respeito, mas quando penso: “esta vez foi a pior discussão”...em seguida vem meu segredinho de gentileza!


Todos os dias à noite e de manhã quem for escovar os dentes primeiro, coloca pasta pro outro...


Aparentemente parece uma coisa simples, mas não é. Isto simboliza pra mim carinho, parceria e principalmente “te amo, apesar de estar bravo com você”!


Tem dias que estou brava, então espero até mais tarde pra dormir e ver se ele colocou pasta pra mim,  mas se ele não colocar, eu acabo desistindo e coloco.


Nestes 20 anos nunca deixei de praticar esta gentileza e meu marido também não (apesar de algumas vezes ter ficado tentada...). No fim das contas é um jeito diferente e mais fácil de pedir DESCULPAS do que olhar nos olhos dele!


Que tal você tentar?


O que? Você notou aquele elastiquinho na minha escova? É pra lembrar meu filho pra colocar o elástico no aparelho todas as noites… kkk. Mãe inventa cada uma!


Roberta Corsi é coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo 
unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Baby Blues, você sabe o que é isso?





Dias após o nascimento do meu filho comecei a me sentir depressiva, extremamente cansada, com medo de não dar conta do recado e insegura para ficar sozinha com aquele “pacotinho” que não veio com manual de instrução nem 0800.

Eu só chorava e entrava em desespero, não conseguia entender o que estava acontecendo justamente no momento em que deveria estar me sentindo nas nuvens por ter realizado o sonho da maternidade (principalmente por ter perdido meu primeiro bebê nas primeiras horas de vida, mas esse é um assunto para outro post).

Num certo período do dia esses sentimentos se intensificavam, mais ou menos das 14:00 às 18:00h, depois me sentia melhor. Isso durou cerca de um mês.


Depois de um tempo fui descobrir que o que aconteceu comigo é conhecido como baby blues. A expressão em inglês “I’m feeling blue” significa que a pessoa está muito triste, depressiva, daí o termo baby blues, que pode ser confundido como a famosa depressão pós-parto.


De acordo com algumas pesquisas que fiz, o baby blues é uma depressão leve,
que dura de 2 a 4 semanas. Isso acontece devido às alterações hormonais, a
amamentação, o pouco tempo para dormir, enfim, todas as mudanças que já
comentamos no post Quarentena.


O baby blues não é uma doença e não precisa de tratamento, basta a
compreensão e o carinho do companheiro, familiares e amigos próximos.


Deixe-a chorar a vontade, saiba ouvir, tenha paciência.


O melhor é que a nova mamãe saiba que isso é normal e acontece com outras
mulheres com uma certa frequencia. Pode ocorrer em um pós parto e não
necessariamente em outro.


O mais importante é que as pessoas próximas observem se os sintomas estão
muito acentuados e se prolongando por mais tempo. Nesse caso, a indicação é
procurar ajuda médica.


FernandaSpina.jpg
Fernanda Spina



Designer gráfico da Uma Designer. Casada, filha única e mãe de 2. Como boa aquariana, o pensamento vai looonge. Gosto de falar o que penso e refletir sobre o que não me agrada. Não tenho vergonha de mudar de ideia. Aliás, quem não muda de ideia acaba ficando pra trás, #prontofalei!

Fonte da Foto: Imagem Google

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Toma que o filho é teu – o rebuliço pós filho!



O casal chega em casa depois de um dia duro de trabalho e prepara aquele jantarzinho gostoso, toma uma taça de vinho, assisti um pouco de TV ou lê um bom livro.


Eles resolvem ter um filho. A mulher engravida, e mesmo com todos os incomodos que a gravidez pode trazer (enjôos, sonolência, cansaço...) ela se sente em estado de graça!


O bebê nasce... os dias na maternidade são um pouco tumultuados, ninguém dorme, a mãe se esforça para conseguir amamentar,  o pai tenta dar o primeiro banho. Todos ansiosos para ir pra casa, pois lá sim, no lar doce lar, tudo será mais tranquilo!


SURPRESA!!! Ninguém sabe o que fazer direito, tem gente dando palpite pra todo lado. O bebê mama e continua chorando. Ele dorme demais e você não sabe se acorda pra mamar ou deixa dormir, vai verificar a cada 10 minutos se está respirando. O bebê não dorme e você não sabe o que fazer com ele. Fez cocô, não fez cocô... Cólicas, o que isso meu Deus, os vizinhos vão achar que estão matando essa criança. Ele regurgita, e agora, amamento de novo? Não regurgita, e agora, mamou o suficiente? Ele está agitado, você tenta dar um banhinho. Embrulha bem bonitinho na mantinha... Desembrulha... Dá outro banho, desta vez no ofurô. Ele dorme, e você resolve dormir também, mas ainda não almoçou. O que fazer primeiro? Ele acorda...





O pai chega em casa depois de um dia duro de trabalho e... Toma que o filho é teu! Encontra uma mulher descabelada, com fome, com sono. Ela não diz nem oi e entrega aquele bebê que chora sem parar. Tudo o que ela quer é tomar um banho e ficar pelo menos 15 minutos sozinha.


Parece que aquele bebê tão desejado e amado está destruindo o casamento. E se os dois não se esforçarem para passar por essa fase juntos, pode acabar destruindo mesmo.

É preciso compreender o lado de cada um. O marido, mais do que nunca, se sente responsável pelo sustento da família que agora conta com mais um membro. A esposa foi afastada do seu trabalho habitual e dos seus hobbies para desempenhar uma nova função 24 horas por dia, 7 dias na semana. Estão todos sensibilizados e estressados com a nova condição.


Passado o impacto das primeiras semanas, a vida começa a esboçar uma rotina, completamente diferente da anterior, mas ainda assim uma rotina. Isso ajudará o casal a se organizar melhor.



Com o bebê maiorzinho e um pouco mais independente, tente deixá-lo com alguém de confiança, nem que for por meia horinha. Vá cortar o cabelo, fazer as unhas, tomar um café. Saiam juntos para jantar, daqui a pouco vai dar até pra ir ao cinema.

Nas primeiras vezes você se sente mal, quase uma criminosa. Não consegue parar de pensar que “abandonou” seu bebê. Se esforce um pouquinho e faça. Acredite, vai melhorar muito a vida do casal e inclusive a relação com o bebê.



Fernanda Spina

Designer gráfico da Uma Designer. Casada, filha única e mãe de 2. Como boa aquariana, o pensamento vai looonge. Gosto de falar o que penso e refletir sobre o que não me agrada. Não tenho vergonha de mudar de ideia. Aliás, quem não muda de ideia acaba ficando pra trás, #prontofalei!

Fonte da Foto: Imagem do Google


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Quarentena - A epopéia pós parto!




Depois de parir, 40 dias para voltar a atividade sexual? Vamos combinar que não é bem assim, leva mais tempo do que isso e com a chegada do segundo filho, leva muuuito mais tempo. Pode ser que esse é o tempo para o corpo voltar ao normal, mas sua vida nunca mais será a mesma.

Além das tarefas práticas do dia a dia que nos deixam exaustas, ainda tem a parte hormonal e emocional. Me lembro de quando estava na última semana de gestação do meu filho e pensei: “Não vejo a hora que nasça, quero voltar a ser eu mesma”. Depois que ele nasceu e saí sozinha pela primeira vez para ir ao supermercado, percebi que nunca mais seria eu mesma.

Passados os 6 primeiros meses, minha libido estava abaixo de zero, foi morar na Sibéria. Depois de mais alguns meses, procurei ajuda médica. Os exames hormonais estavam normais, então busquei tratamento homeopático (sempre fui adepta da homeopatia) que me ajudou bastante.
Nesse momento é preciso muita compreensão entre o casal, tanto de uma parte quanto da outra.



Aquele pequeno ser que chegou em nossas vidas rouba a cena. O marido, que antes tinha toda a atenção, agora passa para o segundo, terceiro ou quarto plano. A esposa, que era mulher e profissional ou dona de casa, agora é mãe, e por um tempo ela vai ser MÃE e ponto.

A carência é evidente de ambos os lados, ele quer ela de volta. Ela quer voltar mas não consegue. E o pequeno ser continua ali, alheio a tudo isso, só precisando de cuidados e carinho.

O casal, aos poucos, tem que ir aprendendo a estruturar a nova família, e não tem como aprender isso antes, é só a experiência e o tempo que vão mostrando o caminho. O pequeno ser cresce, tudo vai ficando mais fácil e vocês decidem ter outro porque agora sabemos tudo. Não, não sabemos... o segundo traz mais novidades para a família, e aquele tempinho que sobrava não sobra mais. Mas não se preocupe, ele também vai crescer e tudo passa. E apesar de tudo, sim, seu filho é a melhor coisa que você já fez na vida.

Quanto ao sexo... de repente é só começar que fica bom. Da próxima vez tente se lembrar como foi bom e ficará mais fácil começar... e assim por diante.

Muita paciência e amor!


Fernanda Spina

Designer gráfico da Uma Designer. Casada, filha única e mãe de 2. Como boa aquariana, o pensamento vai looonge. Gosto de falar o que penso e refletir sobre o que não me agrada. Não tenho vergonha de mudar de ideia. Aliás, quem não muda de ideia acaba ficando pra trás, #prontofalei!